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Delegados da PF criticam PEC da Segurança 

Associação diz que texto apresentado por Lewandowski escanteia força policial
Este conteúdo foi originalmente publicado em Delegados da PF criticam PEC da Segurança no site CNN Brasil.  Política, -agencia-cnn-, PEC da Segurança, PF (Polícia Federal), Ricardo Lewandowski CNN Brasil

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que representa os profissionais, se manifestou contra a PEC da Segurança apresentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, esta semana. A entidade diz que não apoia o texto.

“A proposta fortalece a nova Polícia [Viária Federal], mas negligencia a necessidade de priorizar a Polícia Federal, principal responsável pelo combate à criminalidade em âmbito federal”, diz o texto assinado pelo presidente, Luciano Leiro.

“Seguimos sem autonomia financeira, sem garantias de investimentos e com nossos servidores cada vez mais distantes das condições de trabalho oferecidas aos demais órgãos de persecução penal”, acrescenta.

A ADPF também aponta que a Polícia Federal “enfrenta um cenário crítico de falta de recursos”.

“Em 2025, teremos o menor orçamento dos últimos três anos, inviabilizando a aquisição de tecnologias, o pagamento de diárias e até mesmo a indenização de sobreaviso.”

O novo texto do MJSP atualiza as competências da Polícia Federal, ao definir que a instituição deve combater crimes ambientais, de organizações criminosas e milícias com repercussão interestadual ou internacional.

Por outro lado, a associação diz que a minuta da PEC da Segurança Pública trouxe um avanço ao vedar, de forma expressa, que a nova Polícia Rodoviária Federal exerça funções exclusivas das polícias judiciárias, dizendo que é uma “correção” de uma distorção que, apesar de prevista em Lei, “tem sido frequentemente desrespeitada”.

O ministro Lewandowski apresentou na quarta-feira (15) o novo texto da proposta. A versão foi elaborada após demandas apresentadas por governadores, que reclamaram sobre a possibilidade de o texto abrir brecha para interferência da União na autonomia dos governos locais na gestão da segurança.

O projeto será enviado à Casa Civil e, em seguida, deve ser protocolado junto ao Congresso Nacional. A proposta precisará ser analisada pelos deputados e senadores.

“Entendemos que isso vai ser bem recebido pelos parlamentares. O Congresso terá que se pronunciar sobre o assunto”, afirmou Lewandowski.

O novo texto reforça que as atribuições da União nas áreas de segurança “não excluem as competências comum e concorrente dos demais entes federados nessa área, nem restringem a subordinação das polícias militares, civis e penais e a dos corpos de bombeiros militares aos governadores dos estados e do Distrito Federal”.

A CNN procurou o Ministério da Justiça sobre as críticas da ADPF. Em nota, a pasta diz que a Constituição Federal não é o espaço apropriado para a previsão de recursos das polícias, “que dependem de negociações anuais acerca do Orçamento, consideradas as receitas e despesas previstas”.

“Ademais, a eventual autonomia administrativa e financeira das forças de segurança pública dos três níveis federais nunca esteve no escopo de discussão da PEC da Segurança Pública. Durante os debates, o texto passou pelas corporações, e a contribuição da Polícia Federal foi pela inclusão da atribuição para investigar crimes cometidos em matas, florestas, áreas de preservação, ou unidades de conservação”, aponta o Ministério.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Delegados da PF criticam PEC da Segurança no site CNN Brasil.

 

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