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De que morreu o Papa Francisco? Vaticano relata casos de insuficiência respiratória aguda


Pontífice argentino faleceu na manhã desta segunda-feira, após aparição na celebração de Páscoa na Basílica de São Pedro O Papa Francisco, falecido aos 88 anos na manhã desta segunda-feira, enfrentou nos últimos dias uma deterioração progressiva de seu estado de saúde, comunicou o Vaticano durante o anúncio oficial da morte do Pontífice. A saúde de Francisco era motivo de preocupação desde que ele foi internado em fevereiro com um quadro de bronquite, que evoluiu para uma pneumonia bilateral — que médicos revelaram posteriormente ter deixado Francisco perto da morte.
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De acordo com o Vaticano, Francisco passou por dois episódios de insuficiência respiratória aguda nas últimas horas, após ser percebida uma piora em sua condição de saúde nos últimos dias. A Santa Sé explicou que os episódios foram causados ​​por um acúmulo significativo de muco endobrônquico — secreção mucosa dentro dos brônquios, os canais que conduzem o ar para os pulmões.
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Francisco vinha sendo acompanhado na Residência Santa Marta, no Vaticano, desde que foi liberado do Hospital Gemelli, em Roma, onde ficou internado por 38 dias. Entre as recomendações prescritas para o tratamento do Papa no período de convalescência estavam terapias motoras e respiratórias com o objetivo de recuperar a autonomia vocal, tratamento com oxigênio por meio de cânulas e evitar exposição a microrganismos.
A nota oficial divulgada pelo Vaticano, com a declaração feita pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Câmara Apostólica, citou a internação de Francisco em em 14 de fevereiro e a piora de seu quadro de saúde com o diagnóstico de pneumonia bilateral — algo especialmente preocupante no caso do Papa argentino, que não tinha parte de um pulmão, removido na juventude.
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Em uma entrevista no mês passado, após o retorno de Francisco ao Vaticano, o médico Sergio Alfieri, que o acompanhou durante todo o período de internação, afirmou em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera que o Pontífice passou por pelo menos duas crises muito preocupantes no hospital, e que a equipe médica chegou a se confrontar com a decisão de deixar o líder da Igreja Católica “ir” ou iniciar um tratamento com medicamentos pesados.
— Houve um momento em que tivemos que escolher entre parar e deixá-lo ir ou forçar com todos os medicamentos e terapias possíveis, correndo um risco muito alto de danificar outros órgãos. E no final, seguimos esse caminho — contou Alfieri ao jornal italiano. — Pela primeira vez, vi lágrimas nos olhos de algumas pessoas ao seu redor. Pessoas que, como entendi neste período de internação, o amam sinceramente, como um pai. Todos sabíamos que a situação havia piorado ainda mais e havia o risco de que ele não sobrevivesse.
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O Papa começou a ter problemas de saúde quando ainda muito jovem. Em 1957, aos 21 anos, ele sofreu uma infecção respiratória que obrigou os médicos a removerem parte de seu pulmão e, como ele contou certa vez, uma enfermeira o salvou dobrando a quantidade de medicamento que ele havia recebido. Mesmo morando na Argentina, Bergoglio foi tratado com acupuntura chinesa para dores nas costas provenientes de cálculos biliares, e em 2004, teve um problema cardíaco “temporário” devido a um leve estreitamento de uma artéria.
Em 2019, já como Papa, foi submetido a uma pequena cirurgia de catarata na Clínica Pio XI, em Roma. Dois anos depois, ela sentiu novamente fortes dores nas costas, dessa vez por causa do nervo ciático, então recorreu novamente à fisioterapia e foi forçada a seguir uma dieta.
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Em maio de 2022, um problema no joelho direito o obrigou a usar uma cadeira de rodas pela primeira vez, além de usar andador e bengala.
— Não creio que consiga continuar viajando no mesmo ritmo de antes. Creio que, com a minha idade e com essas limitações, preciso poupar um pouco das minhas forças para poder servir à Igreja, ou então considerar a possibilidade de me afastar — lamentou Francisco naquela ocasião. (Com La Nación)

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