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São Paulo registra caso de sarampo, 5º no país em 2025


Registros ainda não fazem com que o Brasil perca o certificado de eliminação da doença O Estado de São Paulo confirmou um primeiro caso de sarampo neste ano. O registro é o quinto no Brasil em 2025. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), o local da infecção ainda está em investigação. O último caso autóctone no estado, ou seja, em que a contaminação ocorreu na região, foi registrado em 2022.
Em nota, a SES-SP diz que o paciente é um homem, de 31 anos, que mora na capital paulista. Ele havia sido vacinado e não desenvolveu quadro grave, não sendo necessária a internação. O indivíduo já está recuperado e sem sintomas da doença.
“Todas as medidas de controle e prevenção já foram iniciadas, em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) e com o Ministério da Saúde (MS)”, continua a pasta.
A secretaria reforçou ainda a importância da vacinação como principal forma de prevenção do sarampo. Em 2024, a cobertura com a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, chegou a 98,7% em São Paulo, o maior percentual desde 2016.
Na rede pública, o imunizante é aplicado a partir do primeiro ano de vida. A primeira dose é orientada aos 12 meses, e a segunda aos 15. O país oferece ainda a proteção de forma gratuita para pessoas mais velhas que não tenham sido vacinadas.
“Desta forma, na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade estão aptas para receberam o imunizante, sendo recomendadas duas doses até 29 anos e uma dose de 30 a 59 anos, em pessoas não vacinadas”, diz a SES-SP.
Brasil continua livre de sarampo
No ano passado, o Brasil recuperou o certificado de país livre do sarampo, rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), perdido em 2019. O certificado havia sido concedido inicialmente em 2016, mas, em 2018, o vírus voltou a circular e provocar surtos.
Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, na época a cobertura com as duas doses da tríplice viral, imunizante que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, estava pelo quarto ano seguido abaixo de 80% – distante dos 95% preconizados pela pasta.
Nos anos mais recentes, porém, a cobertura voltou a subir, e o país deixou de registrar surtos com transmissão nacional. Desde 2022, a maioria dos casos de sarampo registrados no Brasil são importados, ou seja, de indivíduos que retornaram contaminados do exterior.
Em março, no entanto, o Ministério da Saúde confirmou dois casos esporádicos — em que a infecção não foi no exterior — no município de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, em duas crianças da mesma família.
No mês anterior, um outro caso esporádico de sarampo já havia sido confirmado pela pasta em Itaboraí, também no Rio de Janeiro. O paciente era uma criança de seis anos. O caso de Itaboraí e os de São João de Meriti não têm relação entre si, de acordo com os técnicos da vigilância estadual.
Além disso, um quinto caso de sarampo foi identificado no país, de uma mulher de 35 anos, com histórico vacinal completo, no Distrito Federal, em março. A paciente havia retornado de viagem internacional em países da Ásia e Pacífico Ocidental, por isso o caso foi classificado como importado, sem transmissão secundária em território nacional.
“Diante da suspeita de sarampo, foram adotadas diversas medidas de vigilância em saúde para conter a possível disseminação do vírus: isolamento do caso durante o período de transmissibilidade; rastreamento e monitoramento de contatos; bloqueio vacinal seletivo para reforço da vacinação dos contatos (indivíduos expostos); avaliação da cobertura vacinal no município, região e estado; e busca ativa de outros casos suspeitos nos serviços de saúde da região”, diz o ministério.
Os quatro casos esporádicos, por enquanto, não são suficientes para que o Brasil perca novamente o certificado de eliminação do sarampo. Para isso, é preciso um registro contínuo de novos surtos e a circulação da mesma versão do patógeno por mais de um ano.
Ainda assim, o alerta é importante em meio à alta mundial de sarampo. A Europa registrou, em 2024, o dobro de casos do ano anterior e atingiu o maior número de infecções desde 1997, ou seja, em mais de 25 anos, segundo uma análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Nos Estados Unidos, um surto que afeta regiões com baixa cobertura vacinal já acumula mais de 800 casos neste ano.

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