Medida visa mitigar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água, que já afeta grande parte das cidades pernambucanas
Este conteúdo foi originalmente publicado em Mais de 100 cidades entram em emergência por grave estiagem em Pernambuco no site CNN Brasil. Pernambuco, -agencia-cnn-, Estiagem, Seca CNN Brasil
O Governo de Pernambuco declarou situação de emergência em 118 municípios do estado devido à grave escassez de chuvas e aos impactos de uma estiagem prolongada.
O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (21) e assinado pela governadora Raquel Lyra (PSDB). A medida visa mitigar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água, que já afeta grande parte das cidades pernambucanas.
Em dezembro de 2024, o governo já havia decretado estado de alerta para 94 municípios, motivado pela mesma crise hídrica. A governadora destacou que as equipes estaduais estão em alerta desde o início da crise para reduzir os impactos da seca, especialmente nas cidades da Região Metropolitana e do Agreste. “É um momento muito crítico, de estiagem severa, e com esse decreto poderemos agilizar ainda mais as medidas de socorro à população”, afirmou.
O decreto, que tem validade de 180 dias, está dividido em duas partes. A primeira reconhece a situação de emergência nas zonas rurais dos municípios, enquanto a segunda abrange também as zonas urbanas de algumas dessas localidades. Ao todo, 26 municípios possuem ambas as áreas contempladas pelo decreto.
As ações emergenciais já estão sendo implementadas com o apoio de diversos órgãos estaduais, como a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e a Defesa Civil. As estratégias envolvem o monitoramento de reservatórios e mananciais, além da previsão climática e da assistência à população.
A barragem de Goitá, por exemplo, acumula apenas 4,6% de seu volume, e as barragens de Bita e Utinga, que atendem a Região Metropolitana do Recife, apresentam volumes de 19% e 9,7%, respectivamente. Já a barragem de Jucazinho, que abastece o Agreste, está em colapso, com apenas 5,8% de sua capacidade.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê chuvas abaixo da média para o primeiro trimestre de 2025, com pancadas isoladas no Sertão e períodos secos nas outras regiões do estado. Segundo a agência, o primeiro trimestre do ano será seco para a Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste, com chuvas isoladas e concentradas em poucos dias no Sertão.
Os municípios afetados pela situação de emergência incluem localidades de diversas regiões do estado, com destaque para a Zona Rural e a Zona Urbana.
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